Não sei se ruim ou bom, o que sei é que só eu sei o que passei; que tudo aquilo guardo comigo e todas as vezes que paro para pensar em tudo, é como se vivesse cada segundo outra vez. Uns machucam só de lembrar e outros me arrancam sorrisos. Eu sei da dor, do amor, sei da queda e das vitórias, sei do que vivi...
Mãos estendidas e a falta delas tantas vezes, eu queria poder gritar, mas o silêncio era o meu amigo naqueles tempos.
Diria o que afinal?
Eu não iria sair gritando a todos o que me matava por dentro, eu sabia que ninguém curaria.
Qualquer um diria que tudo iria passar, mas eu sabia que não passaria, que continuaria doendo por muito mais tempo. Sorri tantas vezes, tive quem queria e quem não queria por perto e mesmo assim, faltava alguém, faltava algo... havia um vazio.
Não sei porquê há tanto tempo sinto isso, mas sinto. Sinto como se estivesse só em meio a toda essa gente, como se um pedaço de mim estivesse distante, em algum lugar inalcançável que sequer sei onde fica.
Eu quis me encontrar em pessoas e em lugares, me encontrava e logo via que não era exatamente o certo. Talvez eu seja a única louca, que viaja sozinha em seus sonhos e reflexões.
Tudo o que passei, ganehi e perdi e cabe somente a mim. Sei que vivo tanto, mas que vivi tão pouco, pouco do que eu gostaria de ter vivido. Não cheguei onde queria, aliás, não sei onde quero chegar, mas chegarei!
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