segunda-feira, 21 de maio de 2012

Capítulo 2 Jantar

Sabe aquele livro que eu comecei em janeiro... então resolvi terminá-lo de vez... é  que eu estava com um pouco de dúvida.. então todos os dias(tentarei) postarei um pouquinho dele aqui! Beijos e espero que gostem!!



  PDV LARA
  Eram sete horas e eu estava terminando de me arrumar, enquanto meu pai estava meio ansioso e já pronto.
_ Nossa pai, você está chique hoje. Onde você foi à tarde?
_ Fui comprar estas roupas, gostou?
_ Sim. E demorou a tarde toda?
_ É que eu também passei em outro lugar.
_ E qual seria?
_ Na casa de uma amiga.
_ Fazer o quê?
_ Nossa! Quanta pergunta. Está pronta? – desconversou.
_ Sim.
_ Vamos?
_ Claro.
Durante o caminho todo, meu pai ficou muito calado, não era normal e ele só ficava assim quando estava tenso, o que será que ele estava aprontando?
_ Pai.
_ Fala.
_ O que você está aprontando?
_ Surpresa.
_ Eu dispenso.
_ Eu não.
Depois de mais alguns minutos chegamos ao tal restaurante.
Nossa! Não era um restaurante qualquer, era O Restaurante. Era o restaurante Nevil, alta classe e flutuante, meu pai só ia lá quando era para comemorar algo, mas o que seria se, não era o meu aniversário, nem o de ninguém e nem nada do tipo.
_ Filha, hoje é um dia muito importante para mim, por favor, não o estrague.
Quando ele falava assim era porque iria vim bomba! Se não, eu não estragaria. Certo?
_ E por que eu estragaria?
_ Eu só vou te falar agora porque eu tenho certeza que você vai fazer um escândalo.
_ Pai, fala logo, você sabe que comigo é direto ao ponto, sempre foi.
_ Eu resolvi assumir namoro sério com alguém.
_ E?
Meu pai me olhou meio surpreso, como se eu fosse algum monstro. Que exagero! Eu sabia que ele nunca ficava sério com ninguém, embora sempre falasse isso.
_ E é isso! Vamos entrar?
_ Claro.
Eu entrei no restaurante meio pensativa, será que a namorada dele era a mãe dos retardados? Não, não poderia ser isso nunca!
Tentei ficar aliviada e tentei descontrair.
_ Acho que ela está atrasada, não temos a noite toda.
_ Calma filha, ela vem.
Passadas meia hora ela liga para avisar que já está chegando.
_ Pensei que ela não vinha mais, da próxima vez vê se sai meia hora depois do combinado ou me deixa em casa. – falei já irritada pela demora, meu pai sabia o quanto eu odiava esperar.
Depois de muito tempo ela aparece…
_ Olha ela vindo. Ela não é linda?
Ah! Coisa de apaixonado. Virei-me para ver quem era e me arrependi no mesmo instante. Não poderia ser ela. Qualquer outra, menos ela.
_ Oi. – disse meu pai puxando a cadeira para ela.
_ Oi. – respondeu a mocréia.
_ Esta é Lara, Lara, Ster e seus dois filhos, Robert e Alec.
_ Não, você só pode estar brincando! Fala que ela não é a sua namorada.
_ É sim.
_ Ah! Mãe! Fala que você não namora o pai dele! – disse o retardado do Alec, mas acho que foi só para disfarçar, se não, ele não haveria falado comigo hoje de manhã.
_ Alec! Isso são modos? É ela!
_ Não mãe. Ela deve ser homem só que disfarçado.
_ Desculpem o meu filho, ele não sabe a hora de parar de brincar.
_ De tão retardado que é! – confirmei.
_ Pelo jeito vocês já se conhecem mesmo. – afirmou meu pai.
_ É amor, eu disse que eles deviam se conhecer por estudarem na mesma escola.
_ Que tragédia! – eu ironizei.
_ vamos pedir? – perguntou meu pai.
_ Claro. Eu estou morrendo de fome!
_ Desculpem-me pelo atraso.
_ Não! E vê se chega na hora, da próxima vez, você quer um relógio para não se atrasar? Porque meu pai não é banco de espera!
_ Filha já chega.
_ Lara, se você falar assim com a minha mãe novamente, eu juro que eu esqueço os modos e te arrebento. – disse Robert.
_ Então vem. Robzinho gayzinho. Você não tem modos mesmo!
_ Parem agora. – disse meu pai e a mosca-morta juntos.
Ela mais parecia uma mosca e, morta ainda, ela era muito sem sal. Era mais baixa que meu pai, magra, usava um vestido de babado super brega, era morena e tinha uma voz irritante. Como meu pai conseguia beijar aquela boca? Que nojo. Só de pensar, me arrepio toda!
O cabelo dela estava escorrido, nem para fazer um penteado. Que mulher mais sem sal.
_ O que você vai comer filha? – perguntou o meu pai.
_ O de sempre.
_ E você amor?
_ A especialidade.
_ Eu também vou querer a especialidade. – disse Robert.
_ Tem batata frita? – perguntou Alec.
_ HaHaHa. – eu ri demais – Meu deus, você nunca veio aqui não?
_ Filha, não ironiza.
_ Então, pode ser picanha?
_ Pode.
Meu pai chamou os garçons e fez os pedidos e eu estava muito entediada. O que eu iria fazer para o meu pai desistir da mosca morta. Não poderia estar acontecendo isso. Justo com a mãe do meu inimigo mortal ele foi namorar.
Fiquei pensando um tempinho e tive uma idéia.
_ Com licença, preciso ir ao toillet.
_ Toda querida. – disse a mosca.
_ Claro. – disse meu pai.
_ Nossa, não sabia que ele era educado.
_ Alec, você é tão afeminado que nunca sabe de nada.
Eu saí logo antes que a discussão começasse a ficar mais “quente” e longa.
Eu não fui ao toillet, mas me dirigi direto à cozinha. Entrando lá (escondida, claro) eu peguei um chapéu de chef e um avental, fui até onde estavam os pratos prontos com os números das mesas e procurei o da minha mesa.
_ 29, 30, 34… Droga, cadê o número 45?
_ Está quase saindo mister. – alguém disse provavelmente ouviu o que eu havia dito.
_ Obrigado.
Tentei engrossar o máximo que pude a minha voz, já que eu estava de costas e o meu cabelo estava escondido no avental.
_ Número da mesa 45 saindo!

Continua...

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