[...]
“É estranho, pelo menos a despeito do que geralmente acontece com senhoras
idosas que ficam debruçadas sobre a janela, que, virada para o lado ”oeste” da
cidade, perto da praça aonde os moradores da vila passam, ficam horas falando
mal da vida alheia, da vida dos outros, querendo saber os últimos resultados,
como num jogo de futebol, demonstrando a monotonia de seus dias, a monotonia de
suas vidas, a mediocridade de suas conversas, e por não terem do que conversar,
falam dos outros e não de suas vidas vazias, hipócritas e sem sentido ...”

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