sexta-feira, 6 de julho de 2012

Vida alheia

[...] “É estranho, pelo menos a despeito do que geralmente acontece com senhoras idosas que ficam debruçadas sobre a janela, que, virada para o lado ”oeste” da cidade, perto da praça aonde os moradores da vila passam, ficam horas falando mal da vida alheia, da vida dos outros, querendo saber os últimos resultados, como num jogo de futebol, demonstrando a monotonia de seus dias, a monotonia de suas vidas, a mediocridade de suas conversas, e por não terem do que conversar, falam dos outros e não de suas vidas vazias, hipócritas e sem sentido ...” 

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