Eu ajeite-me aos novos limites e regras postas e acabei me esquecendo de como viver... De como ser eu mesma, aquela garotinha que um dia sorriu com a própria sombra ou com o pulo de um gato... perdi o visco que tem em uma criança, perdi o olhar inocente - se é que um dia eu tive. Eu parei de ser correta para seguir meus próprios princípios, minhas próprias vontades e até mesmo o que eu acho certo e errado e, conclui: Isso me faz melhor!
É difícil e muito complicado se assumir promíscua, uma verdadeira puta diante do mundo como diria muitos por aí, mas a única que teve coragem o suficiente para largar TUDO seguir uma nova vida, um novo rumo, um outro caminho... Para fazer uma nova história, um novo fim e um outro começo.
Agora sei que poucos entenderão e poucos estarão ao meu lado realmente, mas não me importo com a quantidade de pessoas que estarão lá, junto comigo, no final, o que importa é a qualidade dessas pessoas, porque eu parei de contar os números para começar a visualizar as qualidades...
Um dia conhecerei alguém, talvez um homem que entenda realmente o sopro de vida de uma menina e verá que o que realmente exala pelos meus poros é amor, talvez ele verá que aquela menina só é de tal jeito porque teve que aprender a ser forte diante da vida e teve que aprender cedo a como lutar e como sobreviver, como matar para não morrer, como afogar sentimentos e esquecer... Esquecer pessoas que um dia significaram muito para ela, mas que, para o bem dela, essas pessoas tiveram que ser arrancadas de seu coração e esquecidas...
Digo que não sou um mistério e tão pouco faço questão do mérito, apenas digo que ainda quero me encontrar e reencontrar e poder me olhar no espelho e ver novamente aquela garotinha que eu sempre via...
MAYARA KUBOTA
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