Deixaste vida na falta de vida dele. Sou quase como ele, uma ilha. Cada um com a sua bagagem toma as decisões de seus destinos. Há quem teve medo e foi morar em uma ilha. Até aceita visitas, mas não se joga no mar. É medo de não encontrar o caminho de volta. Pobre de mim, pobre dele. A gente tenta se achar. Juro. Tenho encontrado pedaços de mim. O quebra cabeça é difícil, mas já tenho mostrado meu coração, o difícil mesmo é doar. A gente se doa, dá tudo que para os outros parece difícil. Mas despir-se a ponto de dar o coração ainda é desafio, e tem gente como você que assume a missão. A vida dele é por ti muito grata. Mas não foi dessa vez a queda do muro de Berlim. E é um lamento imaginar que pra queda tenha que existir guerra. E por mais que esse seja o teu sobrenome, o teu amor intenso vive de paz.
Hoje tem prosa!!
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